Mostrando postagens com marcador água da chuva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador água da chuva. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de março de 2015

Unidade Piloto de coleta e armazenamento de água da chuva

Quem sabe, faz. Então resolvemos construir uma unidade piloto para coletar água da chuva, certificar os cálculos para dimensionamento da cisterna, tudo de acordo com as normas ABNT.   E ainda, utilizando a maior parte possível de restos de construção. A simplicidade foi a mola propulsora deste projeto. Ficou assim:



Elementos essenciais de um sistema de coleta de águas da chuva:


Breves comentários sobre cada item:

1  -  CALHA  A escolha da calha é um fator importante, pois deve conduzir toda a água que cai sobre a cobertura.  Encontramos poucos produtos que atendam a norma ABNT 10844. O dimensionamento é importante para que não se perca água principalmente em momentos de precipitação mais intensa. Não menos importante é o dimensionamento dos pontos de descida. Tudo isto é abrangido pela norma, daí a importância de segui-la.


2  -  FILTRO DE FOLHAS  Este é um item importante no sistema, pois vai separar as impurezas grosseiras, trazidas pelo primeiro fluxo da chuva. Este primeiro fluxo lava o telhado, e traz além de folhas, outras impurezas, e é importante evitar que estas se acumulem na cisterna. Adicionalmente, este filtro é auto-limpante.


3  -  DESVIADOR DA PRIMEIRA ÁGUA   Embora isto não esteja descrito como obrigatório na norma  ABNT 15527, é uma prática de segurança. O primeiro fluxo de água, ao lavar o telhado traz uma carga grande de poluentes. Por isto é necessário descartar o primeiro e as vezes até o segundo milímetro de água da chuva. O próprio IPT, órgão referência em engenharia e tecnologia, aponta para esta necessidade. Veja mais aqui. Construimos um modelo simples, tipo bola de ping-pong como bóia, para desviar o primeiro fluxo e direcionar o restante para a cisterna.  Este reservatório deve ser dimensionado em função da área do telhado.  A água contida neste reservatório pode ser usada para a rega de plantas, pois contém alguns nutrientes úteis para o jardim.
O reservatório deve conter um dreno, para esvaziar-se automaticamente e aguardar a próxima chuva já vazio.






































4  -  CISTERNA  Aqui também existem várias opções de mercado, em termos de capacidade e forma construtiva.  O projeto do sistema deve definir se esta cisterna será subterrânea, elevada, e de qual capacidade.  Normalmente a cisterna, que pode ser até uma caixa d'água, é quem ocupa o maior espaço físico do sistema, então é um fator importantíssimo em novos projetos de construção civil, ou um exercício de criatividade em construções já existentes.
No nosso caso, a cisterna é apenas uma caixa de coleta, que quando cheia, irá bombear a água coletada para uma caixa d'água que alimenta a descarga dos vasos sanitários. E o sistema de bombeamento pode ser autônomo e automático, alimentado por energia solar. Mas isto é assunto do blog da PNEUMOSOLAR 


A PNEUMOTRONIC pode ajudar com o dimensionamento dos vários componentes de um sistema de coleta de águas pluviais, inclusive com a instalação de sistemas de filtração necessários em aplicações mais nobres para esta agua coletada.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Coleta e aproveitamento de águas pluviais

Tema em pauta atualmente, a coleta de água da chuva é cada vez mais estudado.  Tal fato se comprova até pela publicação da norma brasileira sobre o assunto.
Vamos analisar o tema sob a ótica da ABNT. 
A norma ABNT 15.527 estabelece critérios para a coleta de água de chuva. Ligadas a esta norma, participam várias outras normas, auxiliares, cada uma abordando um assunto:


Esta norma estabelece critérios para a concepção e o dimensionamento de um sistema de coleta de água de chuva de coberturas de áreas urbanas.  No âmbito desta norma, várias outras normas a complementam, de forma a formar um sistema equilibrado.
Orienta sobre  os parâmetros da qualidade da água a serem seguidos.
Mas o mais importante é a descrição dos métodos de cálculos para o dimensionamento dos reservatórios, em função da área de captação, e outros parâmetros.







Intimamente ligada a norma 15.527, a norma 10844 determina exigências e critérios para a coleta e drenagem de águas pluviais em coberturas de edifícios.
Descreve métodos de cálculo para calhas e condutores verticais e horizontais. Auxilia no dimensionamento dos condutores horizontais, em função da declividade. Por fim traz uma tabela de intensidade pluviométrica de algumas localidades brasileiras.







Já a ABNT 10843, junto com a NBR 5680,  especificam as características técnicas dos tubos de PVC rígido para as instalações prediais de águas pluviais.




A norma 12213 estabelece critérios para o projeto de captação de águas de superfície, como rios açudes, represas. Não tem grande afinidade com a captação de água de chuva, mas dá alguns dados técnicos e critérios de dimensionamento.






Já a norma NBR 12214 orienta para o projeto de bombeamento desta água coletada. Não é uma norma diretamente ligada a coleta de águas pluviais, visto que nem sempre estas serão bombeadas.  Descreve todo o cálculo hidráulico para a sucção de uma bomba, o circuito hidráulico e perdas de carga na tubulação.



A norma NBR 12217 orienta no projeto de reservatórios, descrevendo todos os detalhes construtivos, os vários componentes de um reservatório e até normas de segurança.




Complementado a NBR 12217, a NBR 5626 estabelece critérios para o projeto do sistema de distribuição de água, a limpeza e manutenção de reservatórios de água .





Deste modo, o projeto de um sistema de coleta e aproveitamento de água pluvial contemplaria as seguintes fases, amparadas pelas respectivas normas:


A PNEUMOTRONIC pode ajudar no dimensionamento do sistema de coleta e armazenamento de água da chuva,  e fornece soluções comprovadamente eficientes para a filtração desta água.